Avaliação da atividade antimicrobiana de formulações farmacêuticas contendo extrato etanólico da casca da banana (Musa paradisiaca
DOI:
https://doi.org/10.70151/5e9ay615Keywords:
atividade antibacteriana, atividade antifúngica, medicamento fitoterápico, planta medicinalAbstract
O presente trabalho teve como objetivo obter extratos etanólicos de cascas de Musa paradisiaca (provenientes de colheita e descarte) e incorporá-los em formulações galênicas para avaliar sua atividade antimicrobiana. Foi realizado um estudo fitoquímico por cromatografia em camada delgada (CCD) dos extratos preparados por maceração ou turbólise. Os extratos e formulações obtidos foram avaliados quanto a sua ação antimicrobiana frente as estirpes de Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli; Candida albicans, Candida tropicalis, Candida krusei, Trichophyton mentagrophytes e Microsporum gypseum pela técnica de microdiluição para determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). O estudo fitoquímico evidenciou a presença de flavonóides, derivados cinâmicos, terpenos e esteroides em todos os extratos analisados. Quanto a atividade antimicrobiana, todos os extratos apresentaram uma moderada atividade antibacteriana frente as cepas avaliadas (CIM entre 512 e 1024 µg/ml) e uma atividade antifúngica com CIM variando de 256 a 1024 µg/ml. Porém, das 16 formulações obtidas neste trabalho, apenas 3 apresentaram atividade antifúngica e nenhuma formulação apresentou atividade antibacteriana. Esses resultados demonstram o potencial antimicrobiano dos extratos de M. paradisiaca e podem fornecer suporte para estudos futuros visando a obtenção de uma formulação farmacêutica a base de extrato de M. paradisiaca.
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